SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE A HISTÓRIA DO DIARIO DA MANHÃ




O Diário da Manhã foi fundado em 16 de Abril de 1927 pelos irmãos Carlos e Caio de Lima Cavalcanti. Mas quem se destaca tanto na história do jornal como da própria política da época é Carlos de Lima Cavalcanti, líder inconstente em Pernambuco. Vinha o Diário da Manhã contribuir com o movimento que redundaria da Revolução de 30, chefiada por getúlio Vargas, de quem os Lima Cavalcanti eram correligionários. Batia-se, então, o novo jornal, pela mudança dos métodos políticos, pugnando pela derrubada das oligarquias, tudo isso, aliás, pertence ao programa dos revolucionários.

Feita a Revolução de 30, com a ajuda de Washington Luís, todo o comando político sofreu transformações, e em Pernambuco tornou-se interventor do Estado o Sr. Carlos de Lima Cavalcanti, em razão, naturalmente, do seu prestígio no Estado, da sua amizade pessoal com o chefe da Revolução Getúlio Vargas, e também em função da luta que travara, à frente do Diário da Manhã , em apoio ao movimento vitorioso.

Passados os primeiros anos da Revolução, verificava-se, entretanto, uma certa resistência de Vargas no sentido de cumprir as promessas de convocar uma constituinte, uma vez normalizada a vida nacional, o que, aliás, já se normalizara. Por isso que iria eclodir, em 1932, a chamada Revolução Constitucionalista, com seu núcleo de resistência em São Paulo e que os historiadores admitem ter sido motivada pela política de “café com leite”, ou seja, da briga entre Minas e São Paulo pela hegemonia do Poder.

Vitorioso o Governo contra os revolucionários de 32, estava claro que a vitória governista tivera sentido puramente material, constituindo, na verdade uma derrota moral do regime chefiado por Getúlio.

Tanto é que, dois anos depois, Vargas começa a adotar providências para que o país viesse a ter sua constituição.

Promulgada em 1934, a nova Constituição da República não estava nos planos do governo Vargas, que com ela concordara por pressões morais, porém em nenhum momento abandona seu projeto de perpetuar-se no poder. Tanto é que, mais tarde, tentaria prorrogar o mandato dos deputados classistas, que fizeram a constituição de 34 e com que Getúlio ainda pretendia contar para o projeto político da sua reeleição.

Insurgindo-se contra essa idéia, o fundador do Diário da Manhã , Carlos de Lima Cavalcanti, também no cargo de interventor do Estado, fez publicar no seu jornal a manchete que dizia: PRORROGAÇÃO DE MANDATO É USURPAÇÃO DOS DIREITOS DO POVO.

Diante de tal procedimento, de flagrante dissensão com o projeto político do amigo Getúlio Vargas, viu-se Carlos de Lima perseguido, ao invés de prestigiado como antes. Dirigindo-se ao Rio de Janeiro, o Sr. Agamenon Magalhães, numa visita ao Catete, mostrou a Getúlio a edição do Diário da Manhã com a manchete que desagradava ao governo, temperada pelo comentário sarcástico de Agamenon sobre a inesperada posição de Lima Cavalcanti.

No dia seguinte, Getúlio Vargas manda a Carlos de Lima Cavalcanti o Coronel Azambuja, com bilhete:”Peço passar o cargo de Interventor de Pernambuco ao Coronel Azambuja”. Sem esperar o seu substituto, o Sr. Carlos de Lima Cavalcanti retirou os pertences pessoais das gavetas do seu gabinete e deixou o Palácio das Princesas, praticamente deposto.

O passo seguinte da perseguição contra o Diário da Manhã , fechado pela polícia, com o advento do Estado Novo, projeto do Sr. Getúlio Vargas que encontrou forte oposição dos Lima Cavalcanti.

O Diário da Manhã não era importante apenas por sido na sua época, um dos mais modernos jornais do país e também o de maior circulação no Norte e Nordeste. Sua importância era, também, por ser ponto de encontro das principais lideranças políticas da Região, sobretudo de Pernambuco. Dali saiu o político paraibano João Pessoa, acompanhado do correligionário, para a Confeitaria Glória, na Rua Nova, onde seria assassinado minutos após.

As coleções do Diário da Manhã constituem verdadeiros repositórios de informações sobre a história política brasileira, e não só: também as duas guerras mundiais e outros movimentos nacionais e internacionais se acham nas páginas do jornal, à disposição de historiadores e pesquisadores.

A partir de 1962, o Diário da Manhã achou-se sob a direção do jornalista Heleno Fonseca Gouveia. Consideradas as distinções entre os métodos políticos das duas épocas, vale dizer que na sua fase atual, o Diário da Manhã , sob a direção do jornalista Heleno Gouveia, procurou, de certa forma, honrar a tradição inaugurada por Carlos de Lima Cavalcanti, seu fundador. Essa tradição repousa, principalmente, no compromisso de defender os interesses de Pernambuco e do Nordeste sobre todo e qualquer outro.

Atento às crises econômicas que se abateram sob a economia do país, desde vários anos, limitando o poder de compra e, em conseqüência, afetando a disponibilidade dos elementos de informação, criou o Diário da Manhã uma espécie de jornal mural, permitindo a leitura gratuita pelo povo de suas edições, diariamente, através de suas folhas colocadas em placas de madeiras, nos postes de iluminação pública, em estratégicos pontos de referência da cidade.

O Diário da Manhã tornou-se, também o veículo preferido por aqueles obrigados a fazer publicações judiciais, em virtudes de tabelas especiais destinadas a essas publicações. De várias formas, cumpre o Diário da Manhã um compromisso social com a comunidade a quem pertence.

O DIÁRIO DA MANHÃ foi fundado em 16 de abril de 1927 pelos irmãos Carlos de Lima Cavalcanti e Caio de Lima Cavalcanti, então proprietários da Usina Pedrosa, situada no município de Bezerros. Com recursos próprios, esses intrépidos empresários da agroindústria açucareira fundaram a empresa Diário da Manhã S/A a finalidade era trabalhar para mudar a velha república. Começariam difundindo uma revolução que eles não sabiam como e quando seria deflagrada.

Assim o DIÁRIO DA MANHÃ passou a apoiar os revolucionários de 1924, do forte de Copacabana, um movimento que havia ceifado a vida do pernambucano Siqueira Campos e o povo pernambucano estava aclamado por qualquer movimento que viesse contra a Velha República. Em Pernambuco, esse clamor se estendia conta a oligarquia de Rosa e Silva, que havia colocado no Governo Sigismundo Gonçalves e Estácio Coimbra, então governador do Estado.Contra Sigismundo Gonçalves havia a acusação de haver mando matar Delmiro Gouveia e mando incendiar o Mercado do Derby. Iniciativa de Delmiro Gouveia o mercado do Derby era, na época, o maior e melhor da América do sul, o primeiro a ter luz elétrica e a vender mais barato que os comerciantes de Recife.

O povo já vinha sendo oprimido e estava propenso a apoiar qualquer movimento contra o Governo Central.

Foi em meio a esse clima de insatisfação e expectativa que os Cavalcanti alugaram o prédio nº 227 na Rua do Imperador Pedro II e adquiriram o de nº 221 que foi totalmente demolido e construído um novo, com estrutura de cimento armado, onde seria instalado o novo jornal.

Em 1926, chegava ao porto do Recife, em meio a justificada curiosidade, um navio com a maquinaria gráfica mais moderna existente na época, constando de 17 linotipos, uma monotipia, uma rotativa alemã, que foi instalada na parte posterior do prédio 221; as linotipos no primeiro andar, com a monotipia e dezenas de estantes com centenas de gavetas com fontes de tipos almas, as mais modernas existentes na época, como também máquinas gráficas com impressoras de folha inteira para confecção de livros, panfletos, etc.,passando essa gráfica a ser a mais moderna, até porque vinha acompanhada de uma clicheria completa, funcionando no quinto andar do prédio nº 221. Para se ter uma idéia da quantidade e do aperfeiçoamento dessa clicheria, é bastante dizer que ainda hoje ela existe, fazendo os clichês para o jornal, uma vez que pertence a ele.

Assim, nos anos 1927, 1928, 1929 e 1930, o DIÁRIO DA MANHÃ era a vanguarda do movimento revolucionário do Nordeste, com grandes jornalistas escrevendo seus editoriais, como José de Sá, que em 1934 seria eleito Senador por Pernambuco, Álvaro Lins, que chegou a ser Embaixador do Brasil em Portugal.

Sendo o jornal, o estopim da Revolução no Nordeste, era natural que fosse, por isso mesmo, um ponto de referência da nata política revolucionária. Costumavam visitá-lo revolucionários como Juarez Távora, João Pessoa, Governador da Paraíba, e do próprio Getúlio Vargas o qual, sempre que vinha a Pernambuco praticamente instalava seu gabinete presidencial no mesmo de Carlos de Lima Cavalcanti, no DIÁRIO DA MANHÃ.

Essa confluência de políticos e revolucionários importantes da época é que iria ligar-se, historicamente, a um episódio que mudaria os rumos da política nordestina, sobretudo da Paraíba e de Pernambuco. Foi do DIÁRIO DA MANHÃ que saíram, em grupo, andando pela Rua do Imperador, João Pessoa, Carlos de Lima Cavalcanti, Agamenon Magalhães e outros, em direção da Confeitaria Glória, na Rua Nova, onde o Governador paraibano seria assassinado, friamente, por João Dantas.

Esse episódio, como não podia deixar de ser, constituiu-se num estopim para justificar o começo da Revolução que todos esperavam. O corpo de João Pessoa, foi levado para a Paraíba, sua terra natal, depois colocado em um navio e transportado para o Rio de Janeiro, com escalar em todas as capitais do Nordeste na rota da viagem. No Rio, o corpo de João Pessoa foi recebido calorosamente por multidões que se comprimiam no cais da Praça XV, muita gente corando pela grande perda, engrossando a adesão à causa revolucionária. Várias solenidades com homenagem póstumas assinalaram a presença do corpo famoso do político paraibano no Rio de Janeiro.

Nessa época, o DIÁRIO DA MANHÃ circulava em edições com 80 mil exemplares, que eram vendidos de Salvador a Manaus e em todas as capitais. Circulava com uma manchete de rodapé que dizia: FALTAM TANTOS DIAS PARA A REVOLUÇÃO!!!!!! O dia certo não era anunciado, ou revelado, para não estragar o movimento, mas havia a certeza de faltar poucos dias, isso em razão do clima de efervescente frisson pré-revolucionário.

Assim, no dia em que se iniciou a Revolução, Carlos de Lima Cavalcanti e outros funcionários do DIÁRIO DA MANHÃ, invadiram a central de telefones e cortaram todas as ligações. Enquanto isso, o operário que exercia a função de impressor do jornal, de nacionalidade alemã, com um cano de ferro amarrado em uma corda, se dirigia para o Gasômetro, onde ele e outros colaboradores cortaram os fios de alta tensão, jogando a barra de ferro por sobre a rede, foi fechado o circuito, apagando toda a cidade e assim foi possível tomar de assalto as estações de bonde e de trens. A empresa de bondes era a inglesa Pernambuco Trammways, da qual sucessora a atual CELPE – Companhia de Eletricidade de Pernambuco. Os empregados da então Trammways tiveram papel saliente na deflagração do movimento revolucionário. Metidos em seu característico uniforme azulão, os motorneiros como eram chamados os “motoristas” dos bondes e seus colaboradores se viram, de repente, transformados em improvisados soldados revolucionários, lutando lado a lado dos que queriam o fim da República Velha.

Em seguida a essas primeiras providências, que lograram apanhar de surpresa a possível resistência, o povo, conduzido por motorneiros de bondes, jornaleiros e tantos outros que a esses se juntaram seguiram para o Quartel da Soledade, onde havia grande quantidade de armas. Devidamente preparados, após a invasão do quartel, eles rumaram para o Palácio do Governo, onde o Governador Estácio Coimbra, reconhecendo o êxito do movimento, ainda não declarado, mas praticamente demonstrado, e, em conseqüência, a impossibilidade de reagir, empreendeu a fuga no rebocador 4 de outubro, indo para a cidade de Barreiros, onde era proprietário da usina. Pensava em reagir de lá, mas, compreendendo ser impossível qualquer reação, o Governador empreendeu a viagem até Alagoas, no mesmo rebocador.

Estácio Coimbra, de tradicional e honrada família pernambucana, foi protetor de uma das grandes figuras da intelectualidade brasileira – Gilberto Freyre, que era seu secretário por ocasião do movimento de 30. Poucos anos antes de sua morte, o escritor e sociólogo pernambucano tentou reabilitar a figura de Estácio Coimbra, tisnada pela maledicência, muito comum nos embates políticos menos virulentos, que dirá nos que geram ódio de grandes desafetos. Dessa maledicência restou o cancioneiro popular cantigas inocentes, como a paródia da letra da canção Taí , que falava da fuga do famoso rebocador, mas com o detalhe de estar o fugitivo vestido de mulher!

Enquanto seguiam em frente os primeiros passos da Revolução vislumbrada como vitoriosa, chegavam ao Recife as tropas do Norte, chefiadas pelo então Tenente Juarez Távora. Em Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti, chefe da Revolução no Estado, assumia o Governo, referendo por Getúlio Vargas, ao assumir o Governo Provisório.

Em meio a todo esse clima político, de inegável valor histórico, vivia o Diário da Manhã uma época áurea, sendo o jornal brasileiro de maior tiragem, a publicidade chegava aos borbotões, e sua edições de aniversário costumavam ter dezenas de páginas, sempre contando com o apoio do comércio e da indústria, sem falar no apoio popular, através da venda de exemplares, disputados nas ruas e bancas como também, da mesma época o “Diário da Tarde”, suas edições, primorosamente confeccionadas, eram ilustradas com os recursos que lhe permitia o instrumental de uma clicheria das mais modernas do mundo, trazidas meses antes, da Alemanha, de onde viera, com efeito, todo material destinado ao maior e melhor jornal do país.

Durante esse governo, de 1930 a 1937, o jornal não publicou nenhuma matéria paga do Governo do Estado de Carlos de Lima Cavalcanti, porém publicava as matéria do governo a fim de bem informar aos leitores e ao público em geral.

Assim, dessa vez, despachando o Governador Carlos de Lima Cavalcanti com o secretário de educação, apareceu um empenho para pagamento a gráfica do Diário da Manhã de confecção de um livro, ele imediatamente rasgou dizendo que: “A mão que paga, não recebe.”

Passaram os primeiros meses da Revolução. O movimento ganhava novos contornos, procurava instituir-se como indispensável ao aperfeiçoamento do regime, com a diferença de der-lhe uma nova orientação ética e política. É claro que, resultante de uma revolução, o novo regime teria que abrigar intenções continuístas ao lado de propósitos democráticos, típicos da alternância de poder. Com tais propósitos, os mesmos que embasaram a luta revolucionária, o Diário da Manhã vinha defendendo as eleições no Brasil. Afinal, era da linha programática da Revolução de 30 e Getúlio vinha postergando, já tendo sido eleito por uma câmara de deputados classistas, e procurava uma maneira de continuar no Governo a partir de 1937 e queria prorrogar os mandatos dos deputados para que ele fosse novamente eleito.

Eis que Carlos de Lima e outros líderes de Pernambuco achavam que deveria existir eleição direta. Assim, o Diário da Manhã publicou uma manchete, dizendo: PRORROGAÇÃO DOS MANDATOS É USURPAÇÃO DOS DIREITOS DO POVO.

O jornal com aquela manchete, frontalmente contrária aos desígnios do Governo Central, foi levado à Getúlio Vargas, por Agamenon Magalhães, que tinha sido deputado federal, Ministro do Trabalho e Ministro da Justiça:”Getúlio”, disse-lhe Agamenon, “veja o que Carlos está publicando contra você”. Incontinenti, o ditador mandou vir a sua presença o Coronel Azambuja e quando este chegou ao seu gabinete, já estava pronto o bilhete, que dizia:”Carlos, peço passar o governo ao Azambuja”. O mais depressa possível, ressalvadas as condições de transporte da época, o novo interventor de Pernambuco chegava ao recife, hospedando-se na sede da 7ª Região Militar, na Rua do Hospício. No dia seguinte, dirigiu-se ao Palácio das Princesas, onde foi recebido por Carlos de Lima Cavalcanti, a quem entregou a lacônica mensagem dizendo-lhe:”Carlos, sou seu amigo, mas Getúlio lhe mandou este bilhete”. Não havia mais o que dizer. Após a leitura do bilhete, Carlos de Lima esvaziou suas gavetas, no gabinete e transmitiu o Governo ao emissário de Vargas. O que vai se passar daí por diante, do ponto de vista histórico, é do conhecimento de todos os brasileiros.

Mas o DIÁRIO DA MANHÃ continua sua feição revolucionária. Não é apenas o revolucionário político, porque a Revolução já foi consumada, mas, do ponto de vista do próprio jornal, um instrumento para revolucionar a própria imprensa. Hoje em dia, quem quiser a história ilustrada da Imprensa pernambucana, com reflexos, naturalmente, sobre a Imprensa do país, de sua época, encontra na Rua do Imperador, 277, no recife, um verdadeiro museu da imprensa. Esse endereço é o do DIÁRIO DA MANHÃ, no recife. É lá que estão os exemplares relíquias de um grandioso e realístico registro da história do Brasil, que passa pela história do Brasil. Os embates políticos, os costumes, as violências que a política infelizmente patrocinou em redutos dominados pelo caudilhismo, mas também os grandes momentos dessa mesma política brasileira, em que pontificou, por exemplo, o discurso vibrante de um José Américo de Almeida, com a sua certeza de que “ninguém se perde no caminho de volta”. Tudo o que aconteceu no mundo teria que repercutir no Brasil, uma nação recém-nascida, com os seus vagidos de independência e progresso. Teriam que influir sobre essa nação, portanto, as duas Grandes Guerras Mundiais. Pois toda a crônica, não da especulação desvirtuada, mas da realidade dos seus embates, dos sacrifícios e das tragédias acha-se documentada nas sucessivas edições do DIÁRIO DA MANHÃ. Assim também as revoluções indígenas, isto é, as nossas próprias lutas, desde as bandeiras até o movimento de março de 1964, quando o país exorcizou as ameaças de uma república sindicalista fundada no populismo irresponsável.

A era moderna do DIÁRIO DA MANHÃ é a que começa com o jornal sob a direção do jornalista Heleno da Fonseca de Gouveia. Assumindo o jornal em 1962, o jornalista Heleno Gouveia pouco teve que acrescentar ao seu parque gráfico, seu jornal, do ponto de vista profissional, teria que submeter-se a modificações próprias do seu tempo, como, por exemplo, a redistribuição de espaços destinados a diferentes matérias, já que a rotina moderna trouxera a departamentalização editorial, colocando em seu lugar cada um dos setores de cobertura, agora chamados de Editoriais.

O DIÁRIO DA MANHÃ de hoje atualiza-se com a realidade, ficando bem longe daquele jornal revolucionário que era lido no bonde. O jornal moderno não é mais para ser lido no bonde, nem mesmo no trem-bala, por motivos óbvios.

Inserido na realidade brasileira de hoje, o DIÁRIO DA MANHÃ atua perfeitamente entrosado com os interesses da sociedade de consumo e de prestação de serviços, seja através do apoio ao comércio e a indústria, seja através do apoio às boas ações governamentais. Mas em tudo isso não se descura a obrigação, que é intrínseca da imprensa, de fiscalizar todas as atividades públicas e particulares, quando estas se destinam à coletividade.

O DIÁRIO DA MANHÃ, que havia passado uma temporada desativado, depois de ter sido a referência da imprensa brasileira, retornou às atividades por intermédio da iniciativa ousada do jornalista Heleno Gouveia. Nessa nova e decisiva gestão, o jornal transformou-se no órgão mais lido do Estado. “O mais lido” é, aliás, o apelido carinhoso que lhe deram os leitores e ainda hoje acompanha o seu perfil, pois resulta da sua qualidade e da sua penetração.

O DIÁRIO DA MANHÃ tem seus leitores nas três classes – A, B e C – um privilégio tentado por quase todos os órgãos de imprensa. Graças a essa sua performance, sua penetração interessa aos três tipos de anunciantes, cada um com seus respectivos produtos.

Mas, a maior inovação, consagrada elo sucesso, é o jornal-mural do DIÁRIO DA MANHÃ, uma experiência iniciada há mais de 30 anos e que mereceu aplauso de leitores e anunciantes: exemplares das edições diárias são colocados às vistas de todos, principalmente os transeunte, em posições estratégicas, na cidade, postes, colunas etc, atraindo pessoas, até mesmo os apressados, os quais, de acordo com as manchetes, acabam não resistindo ao impulso de uma parada para uma leitura breve...e não raro, demorada.

O DIÁRIO DA MANHÃ, fundado em 1927 por Carlos de Lima Cavalcanti, renasceu e hoje, sob a direção da jornalista Benita Helena G. de Meirelles, permanece cada vez mais ativo, no exercício de sua missão como um dos órgãos da imprensa pernambucana de maior prestígio e penetração em todas as camadas sociais. Graças ao apoio e à preferência dos leitores e das classes responsáveis pela criação das riquezas que ajudam a consagrar as vantagens da livre iniciativa.