Lutas, reivindicações e protagonismos das mulheres marcam as novas produções disponíveis na Itaú Cultural Play
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: quinta, 10 de março de 2022

Com seis filmes indicados pela curadoria do festival forumdoc.bh, seleção parte de um desejo de olhar para personagens femininos com uma perspectiva de mulheres que lutam não apenas por mais direitos, mas para o simples fato de existirem. Na mesma data, entra no catálogo Tecendo a liberdade, documentário, vencedor do Prêmio Nelson Mandela da ONU que retrata as contradições do sistema prisional brasileiro,  a partir de uma ótica feminina. 

 

 

A partir de 11 de março (sexta-feira), a plataforma de streaming do cinema e audiovisual brasileiro Itaú Cultural Play – www.itauculturalplay.com.br – reforça seu catálogo com sete produções que intensificam o protagonismo das mulheres, muitas vezes não percebido pelo público. Períodos históricos e movimentos sociais são apresentados em obras em que a experiência feminina questiona opressões, desigualdades e assimetrias históricas, inclusive no espaço doméstico, e retratam uma sociedade ainda conservadora e excludente. 

 

O programa Mulheres em Luta, tem curadoria de Claudia Mesquita e Carla Italiano, organizadoras do forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte. Ele reúne filmes que tratam da emergência política das mulheres no documentário moderno brasileiro. 

 

“O conjunto dessas produções nos permite olhar para esses lugares diferentes que essas mulheres ocupam, sejam como camponesas, boias-frias, operárias, trabalhadoras metalúrgicas ou dentro do espaço doméstico”, conta Carla Italiano. “Suas condições de vida e de trabalho, opressões e desigualdades são mostradas por essas mulheres que integram as obras”, completa.  

 

São personagens, de acordo com ela, que questionam esse estado das coisas e batalham para mudar a realidade que vivem. “Não só a realidade delas como também a das pessoas que estão a sua volta, como sua família e sua comunidade como um todo”, observa Claudia. 

 

Entre os destaques estão o clássico Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, e o comovente documentário Que bom te ver viva, da cineasta Lucia Murat. O filme de Coutinho se passa nas últimas décadas no Brasil, fazendo uma revisão da própria história brasileira dentro do documentário. O olhar do cineasta se volta para a Elizabeth Teixeira, viúva de João Pedro Teixeira, líder da liga camponesa de Sapé na Paraíba, que foi assassinado durante o período da ditadura militar no Brasil. 

 

O filme Que bom te ver viva, protagonizado por Irene Ravache, traz relatos de militantes e mulheres presas e tortura durante o período de ditadura no país, inclusive a própria diretora Lúcia Murat. “Ela, que também sentiu na pele a tortura da ditadura, coleta experiências de outras mulheres e mostra que não eram eventos isolados. São questões que dizem respeito a um grupo muito grande de pessoas e refletem a história do Brasil naquele momento”, analisa a curadora. 

 

A seleção de filmes para esta programação, traz, ainda, Tarumã, dirigido por Aloysio Raulino, Guilherme Lisboa, Mario Kuperman, Romeu Quinto; Trabalhadoras metalúrgicas, de Olga Futemma e Renato Tapajós; Terra para Rose, da diretora Tetê Moraes, e Almerinda, uma mulher de trinta, da dupla Joel Zito Araújo e Angela Freitas.  

 

Humanitas360 

O documentário Tecendo a liberdade inaugura a nova prateleira de filmes da plataforma na sessão Humanitas360. Dirigido por Luíza Matravolgyi, o filme, que recebeu o Prêmio Nelson Mandela da ONU 2017, mostra as contradições do sistema prisional brasileiro a partir de uma ótica essencialmente feminina. 

 

Partindo do duplo preconceito que sofrem, como detentas em uma sociedade extremamente machista, as mulheres desse documentário ajudam a entender o drama do encarceramento em massa e como a guerra às drogas está aumentando o poder das facções criminosas. 

 

Parceiro da Itaú Cultural Play, o Instituto Humanitas360 atua em diversos países das Américas para diminuir a violência e melhorar a qualidade de vida da população. Para tanto, promove o engajamento dos cidadãos e a transparência das instituições, condições indispensáveis para restaurar a paz social no continente. 

 

Sua missão é promover pesquisas, conhecimento, engajamento cidadão e transparência, desenvolvendo soluções colaborativas para alcançar transformações sociais significativa dentro de uma geração. 

 

As sinopses completas dos filmes estão disponíveis no arquivo anexo. 

 

A Itaú Cultural Play                                                                                                              

Lançada em 19 de junho de 2021, dia da celebração do cinema brasileiro, a Itaú Cultural Play é uma plataforma de streaming gratuita que oferece produções audiovisuais de todos os estados brasileiros, inclusive com mostras especiais com curadorias de coletivos de jovens das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Hoje, com quase 300 produções audiovisuais, a Itaú Cultural Play apresenta curadorias como Animações infantil e adulta, Documentários, Curtas-metragens, Autorias Indígenas e Negras e Musicais. 

   

Com acesso gratuito, a plataforma de streaming de cinema brasileiro é acessível para dispositivos móveis IOS e Android, e pode ser acessada pelo site itauculturalplay.com.br.  

  

SERVIÇO:  

Itaú Cultural Play - novos lançamentos  

11 de março de 2022 (sexta-feira)  

Em www.itauculturalplay.com.br  

 

MOSTRA HUMANITAS360 

Tecendo a liberdade (2019)
De Luíza Matravolgyi 

Duração:  26 minutos
Classificação indicativa: Livre
  

MOSTRA MULHERES EM LUTA 

Tarumã (1975)
De Aloysio Raulino, Guilherme Lisboa, Mario Kuperman, Romeu Quinto 

Duração: 13 minutos
Classificação indicativa: 12 anos (drogas ilícitas)
Trabalhadoras metalúrgicas  (1978)
De Olga Futemma e Renato Tapajós 

Duração: 15 minutos         
Classificação indicativa: 10 anos (drogas lícitas) 

Cabra_marcado_para_morrer (1984)
De Eduardo Coutinho 

Duração: 120 minutos          
Classificação indicativa: 12 anos (drogas lícitas, descrição de violência, ato violento)
Terra para Rose  (1987)
De Tetê Moraes 

Duração: 84 minutos
Classificação indicativa: 10 anos (exposição de cadáver) 

Que bom te ver viva (1989)
De Lúcia Murat
Duração: 100 minutos
Classificação indicativa: 12 anos (descrição de violência)
Almerinda, uma mulher de trinta  (1991)
De Joel Zito Araújo e Angela Freitas
Duração: 25 minutos
Classificação indicativa: Livre 

 

Itaú Cultural   

www.itaucultural.org.br 
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