Foi com grande pesar que nós do Jornal Diário da Manhã recebemos a notícia da morte do empresário e engenheiro Ricardo Brennand, aos 92 anos. O pernambucano faleceu neste sábado (25/04), vítima de complicações em decorrência da Covid-19. Nascido em 27 de maio de 1927, Ricardo Coimbra de Almeida Brennand destacou-se com diversos projetos na área industrial, ligadas sobretudo às produções de cimento, aço, açúcar, vidro, entre outros. Cursou as engenharias civil e mecânica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Uma de suas iniciativas de maior sucesso é o Instituto Ricardo Brennand, localizado em Recife (PE). O centro cultural, que ocupa área de 180 mil metros quadrados, expõe quadros históricos, esculturas, tapeçaria, além de coleção particular de armas brancas. O falecimento do empresário Ricardo Brennand deixa uma lacuna irreparável na história de Pernambuco. Não apenas pelo seu espírito empreendedor, sempre preocupado com o desenvolvimento econômico do nosso Estado, mas também no âmbito social e cultural.O Instituto Ricardo Brennand notabilizou-se internacionalmente e já recebeu mais de três milhões de visitantes desde sua fundação em 2002, promovendo intercâmbios e apoiando escolas públicas e privadas no estudo da história do nosso Estado e do Brasil.
Instituto Ricardo Brennand (IRB) colocou Pernambuco na rota das grandes exposições internacionais. O legado residirá também na missão da educação e da formação, pilares sempre defendidos por ele, que visam a preservação, a difusão e o acesso à cultura pelo cidadão de todas as partes e classes sociais. Neste momento de profundo pesar, nós do Diário da manhã queremos externar nossa solidariedade a sua esposa D. Graça, aos seus filhos e demais familiares e amigos.