A fixação por telas tem feito com que crianças em idade escolar leiam cada vez menos e gastem muito do seu tempo com jogos, celulares, tablets, aplicativos e redes sociais. E, por mais que a tecnologia seja um caminho sem volta, sabemos dos inúmeros ganhos da leitura: ela abre as janelas da imaginação, da criatividade, estimula o raciocínio lógico e amplia o vocabulário e a capacidade interpretativa. Por isso, é fundamental reforçar a importância desse hábito e pensar que criar rotinas de leitura pode ser um bom presente de Dia das Crianças.
“Criar e cultivar momentos como esse com os pequenos aproxima, estimula e traz grandes benefícios cognitivos e emocionais”, afirma a coordenadora pedagógica do Colégio GGE, Nájara Tavares. Diante de um universo literário tão vasto, Nájara explica que existem livros para cada fase da criança. “Se pudesse elencar, diria para os pais que leiam primeiramente os clássicos da literatura”, sugere. Além dos clássicos, seguem outras dicas da profissional de educação: “Extraordinário” – R.J Palácio; “Malala, a menina que queria ir para escola” – Adriana Carranca e Bruna Assis Brasil; “Palavras, palavrinhas e palavrões” – Ana Maria Machado; “A Bruxinha Atrapalhada” – Eva Furnari; “O Menino Azul” – Cecília Meireles; “Marcelo, Marmelo, Martelo” - Ruth Rocha; e “O Menino Maluquinho” – Ziraldo.
Para além do ambiente familiar, Nájara ressalta que a escola também tem o papel de propiciar oportunidades para que os alunos desenvolvam o hábito da leitura. “O ecossistema escolar pode ser um grande incentivador desse processo através da implantação de projetos voltados para leitura, criação de espaços literários nas áreas escolares, ofertando diferentes gêneros variados, vivências de contação de história, escrita e reescrita de textos e interatividade literária”, aponta.
Entre os projetos de que participa na escola em que trabalha, ela elenca um em especial e que acaba sendo um grande incentivador à leitura para as crianças. Ele se chama L.E.R., e consiste em um conjunto de ações articuladas para estimular esse hábito nos alunos, seja da leitura, da escrita ou da reescrita. “O processo é feito de forma específica para cada fase. Assim, trabalhamos as competências e habilidades de cada criança e acompanhamos o desenvolvimento delas. Por isso, é importante que as escolas estejam atentas a esse movimento: de não negar a tecnologia, mas de incentivar as crianças a terem o bom hábito da leitura”, explica Nájara.