A Coalizão pela Competitividade do Gás Natural como matéria prima realiza reunião com Alexandre Silveira, Ministro de Minas e Energia
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: sexta, 20 de janeiro de 2023

O grupo Coalização pela Competitividade Gás Natural – CCGNMP, que tem a ABEMI (Associação Brasileira de Engenharia Industrial) como líder, esteve em Brasília no dia 18 de janeiro, com Alexandre Silveira, o novo ministro de Minas e Energia. O objetivo da reunião foi apresentar e propor políticas públicas para o aumento da competitividade do gás natural com ênfase no desenvolvimento das indústrias químicas e de fertilizantes no Brasil, tornando o país menos dependente de importações de produtos químicos e fertilizantes nitrogenados (amônia e ureia) Durante o encontro, foram abordados temas como: disponibilidade na oferta do gás natural principalmente do pré-sal, implantação de infraestrutura de escoamento para a costa, implantação de novas unidades de processamento do gás UPGN´s, aumento da malha de gasodutos de transporte e de distribuição de gás natural para as
indústrias químicas e viabilização da implantação de infraestrutura para distribuição e abastecimento de gás natural veicular (GNV) entre outros. Enfim a disponibilização de gás natural com preços competitivos, estimulando o surgimento de um novo ciclo de desenvolvimento econômico, reduzindo a dependência de insumos estratégicos à indústria e ao agronegócio do pais.


Andamento dos trabalhos Dada a importância do tema, o ministro Silveira determinou a criação de um grupo de trabalho misto entre os técnicos do MME e a Coalizão para dar prosseguimento aos assuntos tratados, agenda considerada prioritária pelo Ministro.

Palavra da ABEMI Joaquim Maia, presidente da ABEMI, explica que “o país possui reservas de gás natural suficientes para atender a demanda de fertilizantes nitrogenados (atual e futura), além de ser um insumo precioso para a indústria química que poderá expandir as suas atividades A indústria química, destaca Maia “deve fechar 2022 com déficit na balança comercial de US$ 65 bilhões. Quase metade desse valor é decorrente da importação de
fertilizantes nitrogenados. O déficit global dos produtos químicos (incluindo fertilizantes) tem pressionado a balança comercial do país e neutralizado esforços dos setores do agronegócio e industrial em elevar as exportações. O gás tem um peso de 80% nos custos de produção dos fertilizantes. Se a reinjeção de gás (recurso abundante no Brasil, graças ao pré-sal) fosse reduzida aos padrões mundiais para cerca de 20%, e a diferença em gás fosse internalizada, o Brasil poderá ter fortes impactos macroeconômicos, criando um ciclo virtuoso de crescimento”


A ABEMI considera que o desenvolvimento da produção da indústria química e de fertilizantes no Brasil terá forte impacto na economia real, gerando oportunidades para os setores de fabricação, engenharia industrial e serviços técnicos especializados.

 

“A posição do Ministro em criar um grupo de trabalho, sem dúvida, vai ao encontro das prioridades de crescimento socioeconômico do nosso país, já que a falta de competitividade do gás natural matéria-prima no Brasil é a principal causa que tem levado ao fechamento de plantas industriais químicas, gerando externalidades negativas, como perdas de arrecadação, empregos, renda e aumentando a dependência brasileira por importações no setor, ressalta Maia. 

Palavra da ABIQUIM

Para André Cordeiro Passos, presidente da ABIQUIM, “a disponibilização de gás natural para uso como matéria prima em quantidade suficiente e a preço competitivo é condição para a reindustrialização no Brasil. São diversos os temas que precisam ser abordados para viabilizar o processo de reindustrialização, mas essa condição é premissa. Sem ela o processo não avançará”.


Além disso, continua, “é consenso que o gás natural é elemento fundamental para a transição a um modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável. A indústria química é base de todas as indústrias e é a principal consumidora, no Brasil e no mundo, de gás natural. A indústria química pode voltar a investir em um patamar de 5 bilhões de dólares anuais, reduzir o déficit comercial de químicos de 65 bilhões de dólares para 30 bilhões, aumentar rapidamente a produção de químicos no Brasil, reduzindo a capacidade produtiva ociosa de 30% para 10%, caminhar na direção de elevar a utilização de energias e matérias primas renováveis e investir fortemente em processos produtivos circulares e com emissão zero de carbono. Isto passa pelo equacionamento da oferta e do preço de gás natural no Brasil para a produção de químicos”.

Potencialmente, a solução desse tema pode gerar mais de 100 bilhões de reais em investimentos, gerando 400 bilhões de reais em produção e renda, 2,8 milhões de empregos e mais de 9 bilhões de reais em arrecadação tributária extra.


A priorização do tema pelo governo, manifestada pelo Ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, e sua disposição de organizar uma agenda interministerial para efetivar rapidamente as soluções, é uma excelente notícia para toda a indústria química e para o Brasil”


Grupo CCGNMP

A Coalização pela Competitividade do Gás Natural Matéria-prima (CCGNMP) é um grupo técnico multidisciplinar formado pela Associação Brasileira de Engenharia Industria (ABEMI); Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGAS), Confederação Nacional do Transporte (CNT); Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe (SEDETEC/SE) e a Transportadora de Gás Brasil Central (TGBC).

O grupo conta com a liderança da ABEMI, através do seu presidente Joaquim Maia, e coordenação de David Roquetti Filho. Em julho de 2022, o grupo realizou reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir questões referentes à produção de químicos, fertilizantes e a necessária competitividade do gás natural no pais.

Presentes no encontro com o Ministro

Joaquim Maia presidente da ABEMI
David Roquetti Assessor da Presidência da ABEMI
Marcelo dos Santos Menezes Superintendente da SEDETEC
Augusto Salomon Presidente Executivo da ABEGAS
José Maria de Paula Garcia Diretor de Comitês Técnicos da ABIDIB
André Macedo Diretor da TBGC
Bruno Batista Diretor Executivo da CNT
Elaine Radel Gerente Executiva de Desenvolvimento de Transporte – CNT
Anderson Adauto  Ex-ministro dos Tranportes
Paulo Kazuo Tamura Amemiya  Consultor em GNP ex-Petrobras


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