Univali amplia presença no ecossistema do comércio exterior durante o Global Trade Summit 2026
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: segunda, 18 de maio de 2026

Universidade articula graduação, pós-graduação e iniciativas de inovação em um dos principais encontros do setor em Santa Catarina

 

Em um ambiente de trocas, decisões e conexões estratégicas que tomou forma no Global Trade Summit SC 2026, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) ocupou um espaço de articulação entre formação acadêmica e prática profissional, conectando graduação, pós-graduação e mercado aos debates que atravessam o comércio internacional contemporâneo.

Realizado entre 13 e 15 de maio no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), o encontro reuniu especialistas, lideranças empresariais e representantes do setor público em torno do tema “Novas Rotas, Novas Conexões”. Em sua quarta edição, o evento ampliou o debate sobre logística, tecnologia, tributação e internacionalização em um cenário que reposiciona cadeias produtivas e redes de negócios em escala global.

A abertura concentrou um dos momentos mais simbólicos da programação. Reservada a convidados, a cerimônia celebrou os 30 anos do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), responsável pela organização do Summit e protagonista de uma trajetória ligada ao desenvolvimento econômico de Itajaí e da região – que se consolidou como eixo estratégico para o comércio exterior brasileiro.

“Ao longo dessa trajetória, a Univali contribuiu para a formação de profissionais que hoje participam das rotas comerciais, das operações logísticas e das decisões que movimentam o comércio exterior brasileiro”, afirmou o diretor da Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec) da instituição, professor Hans Peder Behling, durante sua fala na abertura.

Na mesma noite, a palestra “A voz que move mercados: comunicação de alto impacto na era do comércio sem fronteiras”, promovida pela Portonave em parceria com a Univali e conduzida pelo jornalista e especialista em oratória Calebe Moreno, abriu espaço para uma leitura sobre o papel da comunicação nas negociações internacionais e na construção de relações entre empresas, culturas e mercados. Egresso da Univali e diretor de jornalismo do Grupo Jovem Pan News, Moreno compartilhou reflexões sobre como linguagem, posicionamento e credibilidade influenciam decisões em ambientes de negócios cada vez mais conectados, onde reputação e estratégia circulam com a mesma velocidade das operações globais.

Ao longo dos três dias, a presença da Univali se estendeu para além da programação principal. O estande da universidade reuniu estudantes e professores dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Comércio Exterior, além da empresa júnior de comércio exterior Trade Jr., do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e do Mestrado Profissional em Administração – Gestão, Internacionalização e Logística (PMPGIL).

Distribuídos entre painéis, espaços de networking e encontros com empresas, os participantes acompanharam discussões sobre aduana, infraestrutura logística, reforma tributária, internacionalização e produtividade. Em diferentes momentos, representantes da Receita Federal participaram dos debates sobre modernização de processos e integração operacional, enquanto especialistas do setor analisaram os impactos da transformação digital nas operações de comércio exterior.

No painel “Expandir é possível: internacionalização e oportunidades globais ao alcance da sua empresa”, a Univali esteve representada pela professora Dinorá Floriani, que mediou a conversa, e pelo professor Gustavo Behling, um dos painelistas. Também participaram Jefferson Reis Bueno, do Sebrae, Evaldo Niehues, da Facisc, e a empresária Camila Cristina Veiga Weng, que apresentou o case da Manipulação Girardini.

Ao conduzir o debate, a professora Dinorá ressaltou que a internacionalização costuma ser vista a partir das barreiras, mas também representa acesso a novos mercados e oportunidades concretas para empresas que desejam ampliar sua atuação. Behling destacou que, para pequenos e médios empreendedores, parte dos obstáculos ainda está na forma como o processo é percebido. Segundo ele, muitas barreiras são cognitivas — ligadas ao acesso à informação, ao entendimento de culturas de negócios e à familiaridade com idiomas — e podem ser superadas quando o empreendedor passa a enxergar o mercado externo como uma possibilidade real.

Para Jefferson Reis Bueno, do Sebrae, a exportação pode estar ao alcance de micro e pequenas empresas desde que haja disposição para buscar apoio técnico e confiar no próprio potencial. Já Evaldo Niehues, da Facisc, enfatizou o associativismo como um dos motores dessa transformação, defendendo que a articulação entre instituições amplia a capacidade de abrir portas e fortalecer a presença das empresas catarinenses em outros mercados.

O painel também evidenciou como a formação acadêmica da Univali reverbera no setor. O processo de internacionalização da Manipulação Girardini foi acompanhado por uma profissional egressa da universidade, atualmente integrante do Sebrae, reforçando a presença da instituição na formação de profissionais que hoje atuam diretamente no fomento ao comércio exterior na região.

A articulação entre instituições, empresas e universidade também foi percebida por quem participou da programação. A congressista Carla Reichenbach destacou o painel com Sebrae, Facisc e Univali como um exemplo de como o associativismo e a cooperação impulsionam novos negócios. “Ver uma microempresa de uma cidade pequena já exportando para cinco países mostra o quanto esse movimento nasce da conexão entre diferentes instituições, que se unem para fortalecer empresas e abrir novos caminhos”, afirmou.

Ao visitar o estande da universidade, Carla também relatou interesse em conhecer mais sobre os cursos oferecidos pela instituição. Segundo ela, a presença da Univali no evento motivou uma aproximação espontânea. “Sempre tive vontade de cursar Jornalismo e, quando vi a universidade aqui, aproveitei para conhecer melhor. Vim entender as possibilidades, conversar e quem sabe pensar nisso mais adiante, seja na graduação ou até em um mestrado”, comentou.

A Univali participa desde a primeira edição do World Trade Summit, contribuindo com a organização, indicação de professores para palestras e participação de estudantes da graduação e da pós-graduação em atividades de apoio, pesquisa e conexão com empresas.

“O comércio exterior faz parte da história e do desenvolvimento desta região, e a universidade acompanha esse movimento também pela formação das pessoas que atuam nele”, afirmou o professor Behling. “Participar deste encontro também é mostrar ao empreendedor que internacionalizar não é um processo restrito a grandes empresas. Muitas barreiras estão menos na estrutura externa e mais no acesso à informação, à cultura de negócios e às conexões certas. A universidade contribui justamente nesse ponto: formando profissionais e aproximando conhecimento de quem quer crescer para além das fronteiras”, finalizou.


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