Valores da maçã praticados no atacado seguem em baixa nas Ceasas monitoradas pela Conab
Publicidade


Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: sexta, 22 de maio de 2026

Preços praticados no atacado tiveram redução de 8,06%; alface voltou a apresentar recuo, com média ponderada inferior em 5,94% 

Os preços da maçã seguem em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras. Na média ponderada do mês de abril, a fruta ficou 8,06% mais barata no atacado, como mostra o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). O levantamento também aponta queda de 5,94% para a média ponderada dos valores praticados para a alface, que vinham em ascensão desde novembro, e leve redução de 0,98% para a laranja, mantendo a tendência dos meses anteriores.

O aumento da oferta da maçã nas Ceasas monitoradas pela Companhia, impulsionado pelo avanço na colheita da variedade fuji, explica a dinâmica de preços, que chegaram a ficar 35% mais baratos em Goiás. Para a laranja, os menores valores foram apurados em Pernambuco (-6,79%) e no Paraná (-5,73%). Já o maior incremento no preço da fruta foi observado no estado do Rio de Janeiro (6,07%), o que não impactou a estabilidade na média do preço nos últimos meses. 

O mamão e a banana apresentaram leves acréscimos na média ponderada do mês de abril. Para o mamão, o crescimento na média dos preços foi de 0,56%. A pesquisa aponta menor oferta da variedade papaya nas principais regiões produtoras do país. Para a banana, o aumento foi de 1,97%. Em termos percentuais, a movimentação positiva nos preços é inferior à do último mês. Nas praças de Minas Gerais, principal fornecedor, a oferta da variedade prata cresceu devido ao aquecimento da demanda e à melhoria no escoamento.

Entre as frutas analisadas, a melancia demonstrou maior variação percentual positiva, atingindo valores 24,36% mais altos na média ponderada, alavancada pela diminuição da oferta. Os maiores incrementos foram verificados nas Ceasas de Recife (45%) e Goiânia (44%). No estado goiano, embora os envios das regiões produtoras tenham crescido, a demanda também ficou aquecida.

Hortaliças – Com exceção da alface, os preços das principais hortaliças comercializadas nas unidades de abastecimento das capitais brasileiras cresceram. De acordo com o Boletim, a menor disponibilidade de oferta contribuiu para esse cenário. Para a alface, a Conab identificou maiores quedas na média ponderada no Rio de Janeiro (-19,11%) e em São Paulo (-18,32%), maior produtor nacional. Já a maior elevação foi observada na central de Recife, correspondendo a 48,89%. Além da disponibilidade, a variação nos preços do vegetal está ligada às condições climáticas e à oferta local do produto. Em abril, as temperaturas mais amenas favoreceram a produtividade e a qualidade da hortaliça.

A batata e o tomate apresentaram acréscimo de 12,53% e 12,55%, respectivamente, na média ponderada dos preços. No mercado do tubérculo, que está aquecido desde fevereiro, os maiores incrementos nos valores praticados foram apurados nas Ceasas de Curitiba (25,77%) e Goiânia (25,12%). A transição de safras e a redução da oferta, especialmente para a produção proveniente do Paraná, explicam a dinâmica de valores mensurados no atacado. Para o tomate, que segue em valorização desde dezembro, os preços cotados chegaram a ficar 23,66% superiores no Ceará. No panorama geral, a menor oferta do fruto em abril tem interferência do clima e da transição da safra de verão para a de inverno.

A cebola apresentou crescimento em todas as Ceasas analisadas pela Companhia, com média ponderada equivalente a 23,03%. Apesar de se manter em alta, o percentual teve redução em comparação ao mês anterior. Conforme o levantamento da Companhia, a disponibilidade do produto no mercado deve aumentar nos próximos meses. Responsável pela maior parte do abastecimento do país, Santa Catarina registrou produção 13,1% superior em relação à última safra.

Dentre as hortaliças analisadas, a cenoura foi a que manteve a alta mais expressiva, com média ponderada 48,58% superior. O valor é inferior ao verificado no mês de março, mas ainda segue elevado em todas as Ceasas monitoradas. Destaque para Belo Horizonte, com alta de 59,62%, e Vitória, com 59,30%. A oferta da raiz tem sido impactada pela pressão da demanda sobre Minas Gerais, maior fornecedor às Ceasas.

Exportações –  O volume das exportações brasileiras cresceu 12% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2025, com faturamento de U$S 532,3 milhões. No mês de abril, o país enviou 456 mil toneladas ao exterior, tendo como destino principal os países europeus, asiáticos e os Estados Unidos. O destaque foi para as frutas, especialmente maçã, seguida por melão, manga, melancia, abacate e banana.

Destaques – Nesta edição do Boletim, a seção traz informações sobre a contribuição da Conab e das Ceasas para a mitigação dos efeitos da inflação nos alimentos. 

As informações completas sobre preços e comercialização praticados em março nas principais Centrais de Abastecimento brasileiras estão reunidas no 5º Boletim Prohort. A análise mensal contempla os produtos com maior representatividade nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Publicidade

Comentários

Os comentários abaixo não representam a opinião do Diario da Manhã; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Qual sua opinião?
Você precisa estar logado para comentar! Clique aqui para Login




Publicidade





Leia também


DM Impresso