Pelo quarto ano, Univali desenvolve coleção de uniformes a partir do reaproveitamento de materiais
Pelo quarto ano consecutivo, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) é a responsável pela criação dos uniformes utilizados pelos receptivos do Concarh. O congresso de gestão de pessoas, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH/SC), terá a 36ª edição realizada nos dias 9 e 10 de julho, em Florianópolis (SC).
Para este ano, a Univali desenvolveu a coleção “Reumanizar: Traços do Humano”. A proposta foi elaborada pelos estudantes e professores do curso Design de Moda e mantém o upcycling como princípio. Conforme explica a professora Luciane Ropelatto, coordenadora do projeto, o movimento adota uma abordagem consciente e circular transformando peças, já existentes, em novas composições. O intuito, explica a docente, é minimizar o impacto ambiental ao manter a peça circulando por mais tempo.
“A coleção 2026 propõe uma estética do recomeço, na qual peças que já tiveram uma história são redesenhadas e retornam ao uso com novos significados. Uma coleção que traduz, no vestir, a ideia de que a próxima revolução pode ser mais consciente, colaborativa e, sobretudo, mais humana.”, conta Ropelatto.
Novos desafios
O coordenador do curso Design de Moda, professor Renato Riffel, destaca que esta edição apresentou novos desafios à equipe. Sem os resíduos das sacolas retornáveis do evento para utilizar como base, o grupo precisou encontrar novos recursos para a confecção dos uniformes. Além disso, também surgiu a necessidade de reduzir valores relacionados à produção dos uniformes.
Diante deste cenário, relatou Riffel, foi promovida uma campanha junto à comunidade acadêmica para arrecadação de itens de vestuário, como blazers, coletes, camisas e moletons, para servirem de base para a produção dos uniformes. O processo de customização e definição da cartela de cores também foi planejado para manter a redução nos custos de produção.
A acadêmica do curso de Design de Moda da Univali, Andi Mafalda Kieling, conta que após o recebimento das peças, o próximo passo foi analisar item por item. “Observamos o estado de conservação, o potencial de customização e como aquela peça, especificamente, poderia contribuir para a identidade da coleção.", relembra.
Riffel, que também atuou como coordenador geral do projeto, afirma que o processo completo compreendeu quatro meses de trabalho e mobilizou esforços coletivos de professores, estudantes, coordenação e funcionários da Universidade. “Esse processo colaborativo resultou na entrega de 72 peças que serão utilizadas pela equipe receptiva do Concarh 2026.”, afirmou o docente.
A professora Egéria Hoeller Borges Schaefer adianta que as bases das novas peças foram transformadas por meio de customizações, aplicações e desenhos feitos à mão. “Esteticamente, nós priorizamos traços orgânicos, linhas expressivas e intervenções que evidenciam o gesto humano. Como resultado, surgiram uniformes únicos, com identidade coletiva e alinhados aos princípios de sustentabilidade.”, detalha a docente.
A acadêmica Isabel Melo de Almeida, que também participou do desenvolvimento e produção das peças, ressaltou que o processo envolveu pinturas manuais, cortes geométricos em retalhos têxteis, estruturação com entretela e a fixação de cada elemento com bordados. “Cada peça da coleção foi construída, artesanalmente, e carrega a sua própria história.”, afirmou a estudante de Design de Moda da Univali.
Equipe
O desenvolvimento da coleção “Reumanizar: Traços do Humano” contou com a participação das acadêmicas do curso Design de Moda, Andi Mafalda Kieling, Janaina Linhares Moi, Stefany Larissa Patrício e Isabel Melo de Almeira. O grupo foi coordenado pela professora Luciane Ropelatto, responsável pelo Laboratório de Modelagem e Vestuário – Lamov, com apoio da colaboradora Suzamar Gonçalves Siebert. Também contribuíram com as atividades a professora Egéria Hoeller Borges Schaefer e o fotógrafo Ednilson Alves de Lucena Junior. A coordenação geral do projeto foi do professor Renato Riffel.